Perdão
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Sobre o Perdão


"Se seu irmão ofender você, chame-o em particular e diga como aquilo lhe aborreceu. Se ele compreender, você terá reconquistado o irmão.

"Se ele não o ouvir, insista repetindo tudo na presença de mais duas ou três pessoas. Se ainda assim ele continuar irredutível, leve a ofensa ao conhecimento de seu Pai e se ele se recusar a ouvir também seu Pai é porque não é um cristão verdadeiro.

"Em verdade, tudo o que vocês perdoarem será perdoado no Céu e tudo o que vocês condenarem será condenado no Céu. Mais ainda: se dois de vocês concordarem sobre um pedido, o Senhor lhes concederá".


Embora não com as mesmas palavras, era isto que Jesus estava dizendo aos seus apóstolos, quando passavam por Cafarnaum a caminho de Jerusalém.

Mas Pedro não ficou satisfeito com a explicação e perguntou: "Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, e eu vou ter que perdoar? Até sete vezes?",

ao que Jesus respondeu "Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete".

Setenta vezes sete! Uma bonita maneira de se dizer "Sempre!".

Este trecho do Evangelho Segundo Mateus - veja o texto original nos versículos Mt 18.10 a 22 - já revela o direito de perdoar que Jesus viria a conceder aos Seus discípulos quando apareceu entre eles três dias após a Sua morte na cruz: "Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos". Pedro, o discípulo que foi o primeiro chefe da Igreja, legou esse direito ao Papa, aos bispos e aos sacerdotes.

Então, sabemos que devemos perdoar sempre.

Sempre?! Não importa a gravidade da ofensa?

Sim, não importa a gravidade da ofensa. Não existe alguém, por mais culpado que seja, que não deva esperar ser perdoado, desde que seu arrependimento seja sincero.

Com a parábola do credor implacável, Jesus deixa este pensamento bem claro. Um rei chamou um servo que lhe devia uma grande importância e exigiu que ele vendesse a casa e tudo o mais para pagar a dívida. Mas o homem se prostrou humilde e, em nome da mulher e dos filhos que precisava sustentar, pediu paciência afirmando que pagaria tudo mais tarde. O rei se comoveu e perdoou a dívida inteira.

Ao sair dali, o servo por sua vez encontrou outro que lhe devia também alguma coisa, exigiu pagamento e, apesar das súplicas do devedor que não tinha como pagar, mandou prendê-lo.

Sabendo disso, o rei ordenou que o devedor impiedoso viesse à sua presença e lhe disse: "Perdoei aquela dívida porque me suplicaste. Por que tu não te compadeceste também do homem que devia a ti?" E o rei ordenou que ficasse preso até que a dívida fosse paga.

E Jesus completa: "Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão".

Cristo, que morreu por todos os homens, quer que em Sua Igreja as portas do perdão estejam sempre abertas a todo aquele que recua do pecado.
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