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Como Orar


• Ao rezar, fale diretamente com Deus, só Ele pode atender nossos desejos. (Ó meu Deus, perdoai os meus pecados...)

• Ou peça a Jesus Cristo, à Virgem Maria, aos santos, que peçam a Deus por você: peça a Eles que intercedam por você junto a Deus. (Jesus querido, intercedei por mim para que meus pecados sejam perdoados...)

• Não adianta pedirmos aos outros que se lembrem de nós nas orações que eles fazem, se nós mesmos não fazemos nossas próprias orações.



Conheça mais sobre como orar.

Dependendo de como oramos, nossa oração pode ser mais ou menos eficaz. Em certos casos, pode mesmo não ter valor... Compreende-se. Se uma pessoa nos pede um favor de forma inadequada, pode ser que a gente não consiga atender, mesmo que queira.

É bem verdade que nós somos imperfeitos, e Deus é perfeito. Ele tudo pode, porque criou tudo e governa tudo. Com certeza, Deus está sempre disposto a nos ouvir, sim, mas é preciso que a oração chegue até Ele - e que, chegando, Ele nos atenda. Ele nos vai atender porque é bom, e não por causa de nossos eventuais méritos.

Para isso, a nossa oração deve ser dirigida a Deus de forma correta e o pedido que fazemos deve ser razoável aos Seus olhos.


O que é a oração?
A quem nos dirigimos
Como oramos
Que são os bens convenientes que podemos pedir?
O que uma oração não é
Resumo


O que é a oração?
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Nas palavras de S. João Damasceno, "a oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus de bens convenientes". De maneira mais geral, orar é primeiro um ato de fé – que consiste em nos concentrarmos em coisas divinas, não apenas para conhecê-las melhor, mas para estreitar nossa união com Deus através desse conhecimento.

Essa aproximação maior com Deus pode ser feita com atos de louvor, de agradecimento ou de súplica, e esses atos nós chamamos orações. Há cinco modelos principais de oração: a bênção e adoração, a súplica em favor próprio (perdão), o pedido de intercessão, a oração de graças e a oração de louvor (existem outros, como a oração mental e a meditação).

bênção e adoração A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece como criatura diante do Criador. A adoração de Deus nos enche de humildade e dá garantia a nossas súplicas. A bênção (abençôe-nos Deus Todo-poderoso...) nos permite bendizer Aquele que é a fonte de toda bênção (Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo...).

súplica A oração da súplica, ou pedido, tem por finalidade o perdão, a busca do Reino e a satisfação de toda verdadeira necessidade.

intercessão A intercessão é sempre um pedido feito a Jesus para interceder junto ao Pai em favor de outra pessoa, sem distinção, podendo até mesmo ser feita em favor de inimigos.

ação de graças Toda alegria e todo sofrimento, todo acontecimento e toda necessidade podem ser motivo de uma ação de graças, dando plenitude à vida.

louvor Uma oração totalmente desinteressada, a oração de louvor dirige-se a Deus glorificando-O pelo que Ele faz e por aquilo que Ele É (como bem diz um dos prefácios da Oração Eucarística: Ainda que nossos louvores não Vos sejam necessários, Vós nos concedeis o dom de Vos louvar. Eles nada acrescentam ao que sois, mas nos aproximam de Vós, por Jesus Cristo, Vosso Filho e Senhor nosso).


A quem nos dirigimos
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Toda oração é dirigida principalmente ao Pai e também a Jesus, sobretudo pela invocação de Seu santo nome. Não pedimos um benefício aos santos nem aos anjos, isso pedimos sempre a Deus. Mas podemos pedir aos anjos e aos santos (aqui incluída a Virgem Maria), que intercedam por nosso pedido junto a Deus. Este é o primeiro requisito: (1) a oração deve ser corretamente dirigida.

Todos que já nos precederam no Reino de Deus, especialmente os que a Igreja reconhece como santos, podem interceder junto a Jesus por nós. Em verdade, sua intercessão é o mais alto serviço que prestam ao Plano de Deus. Podemos e devemos pedir-lhes que intercedam por nós e pelo mundo todo.

A mesma coisa quanto aos anjos. Anjos são seres espirituais, não têm e nunca tiveram um corpo. Eles são exatamente o que a palavra significa em hebraico: mensageiros e servidores de Deus. Disse S. Basílio: "Cada fiel é ladeado por um anjo protetor e pastor para conduzi-lo à vida". Do nascimento à morte, a vida humana é cercada por sua proteção e intercessão. O anjo protetor de cada um de nós é uma valiosa ajuda para que nossa súplica seja atendida.

Não podemos dirigir uma oração a algo impessoal, como ao Sagrado Coração de Jesus, às Chagas de Cristo, à Cruz de Cristo. Quando feitas assim, estas orações devem ser tomadas em sentido figurado, como sendo de fato endereçadas ao Próprio Cristo.

Sempre cabe uma pergunta: Então Deus, que está em todo o lugar e sabe tudo, não conhece nossos sentimentos e nossas necessidades? Sim, conhece, mas Deus nos deu vontade própria e Se dispõe a nos conceder exatamente aquilo que nós, em nossa condição humana, Lhe propomos - seja um pedido, uma intercessão, um louvor.


Como oramos?
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Pois o Senhor é compassivo e misericordioso,
perdoa os pecados no tempo da tribulação, e protege
a todos os que O procuram com sinceridade (Eclo 2,7-13).


Como nos colocamos diante de Deus ao rezar: do alto do nosso orgulho ou do fundo de um coração humilde e contrito? Confiando no amor de Deus por nós e, portanto, acreditando nEle, ou testando o poder de Deus ou até, mesmo, testando a Sua existência?

Aqui já temos o segundo requisito para podermos nos dirigir a Deus: (2) é preciso ter fé, é preciso ter Deus no coração. Se temos Deus longe do coração, se não temos fé, desaparece o objeto da nossa oração, isto é: não estamos nos dirigindo a ninguém.

Sem fé a oração é ineficaz. Jesus disse aos seus discípulos: Tudo o que vocês pedirem na oração, acreditem que já o receberam, e assim será. Quando vocês estiverem rezando, perdoem tudo o que tiverem contra alguém, para que o Pai de vocês que está no céu também perdoe os pecados de vocês (Mc 11,25). E na última Ceia, disse aos apóstolos: O que vocês pedirem em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado. Se vocês pedirem qualquer coisa em meu nome, eu o farei (Jo 14,13-14).

Deus é amor, por isso é justo e fiel. Ao orar com fé, devemos reconhecer humildemente o poder e a bondade de Deus, nossa pequenez e nossa dependência dEle. Como relata o evangelista Lucas, o próprio Jesus ensinou a orar dizendo Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será exaltado.

Este é o terceiro requisito: (3) é preciso ter humildade.


Que são os bens convenientes que podemos pedir?
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Então, vemos que orar é revelar a Deus o que nós queremos: seja louvar a Deus, seja fazer uma súplica, para nós mesmos ou para outras pessoas. Mas é preciso que, quando pedimos, o que pedimos sejam bens convenientes - bens necessários para que a gente viva em conformidade com a Sua vontade, como reconhecemos ao dizer o Pai Nosso (seja feita a Vossa vontade...). Note que, quando oramos, não estamos dizendo a Deus o que Ele deve fazer – estamos simplesmente comunicando a Deus quais são as nossas necessidades.

Há algumas finalidades para as quais nós devemos rezar sempre: pela nossa salvação e pelos meios necessários para consegui-la, pela resistência às tentações, pela prática da virtude, pela perserverança.

Quando os apóstolos pediram a Jesus "ensina-nos a orar", Ele lhes ensinou o Pai Nosso, onde primeiro oramos para que Deus seja glorificado – e, para que Deus seja glorificado, oramos para que os homens sejam dignos do Seu reino, vivendo em conformidade com a Sua vontade;
(Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu)

em verdade, esta aceitação da vontade de Deus deve estar embutida em todas as nossas orações: significa que não deveríamos pedir nada que não estivesse rigorosamente de acordo com a Divina Providência no que nos diz respeito. Isto, quanto ao objetivo espiritual da nossa oração, porque depois oramos por coisas temporais como o pão de cada dia e outros bens: saúde, força e outros bens mundanos ou temporais – tudo que nos seja necessário para podermos bem servir a Deus e a nossos semelhantes (este é o quarto e último requisito: (4) o pedido deve atender a uma verdadeira necessidade);
(O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido)

finalmente, rezamos também para ficarmos livres de todos os males que nos poderiam impedir de estar a serviço de Deus.
(E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal)


O que uma oração não é
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• uma oração é um ato de fé que liga o fiel diretamente a Deus. Assim, não cabem orações do tipo "Peço que orem por mim", porque uma oração dirigida a outros fiéis não tem valor. A oração deve ser dirigida a Deus ou a nosso Intercessor Jesus ou a um anjo ou santo intercessor. No fim, pode ser completada com um pedido à comunidade do tipo "E peço também à comunidade aqui reunida que se junte a mim nesta oração".

• uma oração de súplica comporta pedirmos a Deus todos os bens que a gente precisa para poder servir adequadamente a Ele e aos nossos semelhantes – não mais do que isso. Não cabem orações do tipo "Por favor, Deus, tenho muitas dívidas, eu vos peço ser premiado na loteria"; mas cabem pedidos pela saúde, própria, de familiares e de amigos, por maior compreensão no lar ou no trabalho, pela alimentação, pela moradia, pelo restabelecimento de amizades etc., pois todas estas condições afetam a qualidade do serviço devido a Deus.

• uma oração de súplica só pode ser dirigida a Deus ou a Jesus, nosso Intercessor. Não cabem orações do tipo "Por favor, Santo Antônio, fazei com que eu consiga...". Se o pedido for dirigido a um santo ou anjo, a oração deve ter a forma de um pedido de intercessão.

• uma oração de intercessão comporta que, através de nosso Intercessor Jesus, se peça a Deus pela paz, pela estrutura familiar, pelos desvalidos, pelos doentes, pelos injustiçados, pelos jovens, pela inocência das crianças etc. Não cabem aqui pedidos que prejudiquem ou injusticem outras pessoas em nosso benefício, do tipo "Meu Jesus, fazei com que o Pai castigue fulano pelo mal que me causou". Nossos atos serão julgados e a justiça divina se fará da forma e no momento escolhidos por Deus.

• podemos orar a santos ou anjos para pedir que intercedam por um pedido que fizemos em nosso próprio benefício.

Você poderá perguntar: posso suplicar a Deus por alguém, mas não posso pedir a alguém que ore por mim? Sim, é verdade. Deus ouve os pedidos que Lhe fazemos diretamente e ouve também os reforços acrescentados pelos pedidos de intercessão. Não há motivo para Ele ouvir um pedido em favor de uma pessoa que não se interessa em fazer, ela mesma, a sua própria oração.


Resumo
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1. As principais formas de oração são:

bênção e adoração
súplica ou pedido em favor próprio
pedido de intercessão em favor de outra pessoa
oração de graças por bênçãos recebidas
oração de louvor a Deus

2. Uma oração feita sem fé total em Deus não tem eficácia.

3. Uma oração deve sempre ser dirigida a Deus ou a Jesus.

4. Jesus é o nosso Intercessor junto ao Pai, é a Ele que devemos dirigir os pedidos de intercessão.

5. Podemos, também, pedir a todos os anjos e santos (a Nossa Senhora também) que intercedam por nós junto a Jesus.

6. Para ser eficaz, uma oração deve:

• ser dirigida a Deus ou a um intercessor
• ser feita com fé
• ser feita com humildade
• se for um pedido, deve se limitar a uma verdadeira necessidade

7. Principais elementos de uma oração:

• pedido de perdão
• louvor a Deus
• formulação da ação de graças, do louvor, da intercessão ou do pedido dos bens espirituais e materiais que precisamos para bem servir a Deus e a nossos semelhantes
• oferecimento da oração a Deus em nome de Jesus

Exemplo de uma súplica:

Senhor, tende piedade de mim, pecador!
Santificado seja o Vosso nome!
[dizemos o que nos aflige] ...

Eu Vos peço humildemente... [colocamos nosso pedido]

Peço também a todos os Santos e Anjos que intercedam por mim neste pedido, que Vos faço em nome de Jesus!

Amém.
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